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“Uma andorinha só não faz verão.” Faz sim!

  • Foto do escritor: Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
    Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
  • 13 de mai.
  • 3 min de leitura

Acredito que muitos já tenham ouvido falar, nesse proverbio popular, “uma andorinha só não faz verão.” Numa perspectiva psicossocial, muitos cidadãos, não vêm se sentindo bem, emocionalmente, por conta das injustiças sentidas no âmbito social. Se eu fosse listar, teríamos uma gama de situações, onde presenciaríamos que, a sociedade, não é contemplada. Os montantes dos impostos depositados nos cofres públicos e que, muitas vezes, não são revertidos para a população; seriam umas delas.


Neste sentido, o que me motivou a discorrer este artigo, para ascendermos a uma reflexão, foi a participação de uma assembleia condominial, onde moro. Claro! Como cidadão, também, vejo-me imbuído a escrever. É sabido que as reuniões condominiais nunca tem um coro elevado. Somado a isto, muitas vezes, por falta de conhecimento das causas; corre o risco de serem aprovadas questões que ferem a legislação. E aqui, faço um parêntese, que não, necessariamente, seja por má-fé. Por isso, a necessidade de nos munirmos de conhecimentos. Ora! Uma pesquisa revela que, o brasileiro, lê, em média, doze minutos e meio por ano. Isso mesmo que você entendeu: por ano! Elevando a um condicionamento de fácil manipulação; seja à nível sócio-político, ou pessoal.


No entanto, quando nos pegamos sendo enganados, por agentes públicos, por não administrarem, a minha ou a sua cidade, como deveriam; isso nos revolta. Podendo desaguar em adoecimentos emocionais. Mas, por que ficamos passivos, assistindo, sem nada fazer? Por quê? Será que é porque muitos não sabem votar? Ou porque ficam esperando que alguém faça alguma coisa? Ou porque estamos constituindo um ambiente, cada vez mais, egoísta, individualista? Pensando, apenas, no nosso umbigo!


É, meus caros! Não só uma andorinha faz verão; assim como, a união faz a força. Para isto, precisamos nos munir. Como de costume, realizo as minhas orações diárias. Quando vou realizar a liturgia, não sei o que vai ser lido. No entanto, vejam com o que me deparei, hoje: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mais não sois capazes de as compreender agora. Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade.” (Jo 16, 12-13) Traduzindo para o nosso contexto aqui; onde se lê: “... Espírito da Verdade ...”, poderemos ler: o acesso ao conhecimento, à munição. Sermos conduzidos à plena verdade, é não deixarmos ser mais, enganados, enrolados, trapaceados, ... pela administração pública, ou em questões pessoais, tipo: aprovação, de taxa extra condominial, ilegal.

   

Com uma certa frequência, até em telejornais, venho escutando dizer que, nós brasileiros, estamos ficando mais burros. Lamentável, escutar isso! No dia dez de abril de dois mil e vinte cinco, foi publicado um artigo meu – Dialocência – no Jornal do Commercio de Pernambuco. Que, também, tem a ver com o contexto de adquirirmos conhecimentos, para não deixarmos ser manipulados. Assim como bem pontua o psiquiatra húngaro-canadense, Gabor Maté, no seu livro – Mentes dispersas – “Crianças estão sendo alteradas para se encaixar nas escolas, em vez de as escolas estarem sendo organizadas para atender às necessidades de crianças que precisam de mais flexibilidade e criatividade.”


Esse: “... estão sendo alteradas para se encaixar nas escolas, ...” é uma forma manipuladora, com o quadro de alunato, quando os pais passam a não ter conhecimento das necessidades do seu entorno. Quem gosta disso é a indústria farmacêutica. Só para você ter uma ideia; na década de noventa, em Quebec, no Canadá, pesquisas revelam que, alunos consumiam quatro vezes mais ritalina, do que um aluno dito “normal”. Para quem não sabe, a ritalina é um fármaco para tratar, também, portadores com Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

             

Por fim, caro leitor, eis a questão! Você preferirá que uma andorinha só, continue não fazendo verão; assim como, a união não fazendo a força? Ou ...


A pandemia do rompimento
 
 
 

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