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(Trans)tornos Existenciais: você convive com algum?

  • Foto do escritor: Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
    Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

É sabido que nos últimos tempos, a humanidade, vem convivendo com os tês da vida. Quem nunca ouviu falar no: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD); assim como tantos outros? Acredito que você dêva conhecer alguém, ou conviva com alguém, que esteja diagnosticado com uns desses transtornos.


Pois bem! De antemão, não irei me ater aos sintomas clássicos destes transtornos. Onde, muitas vezes, manifestam-se fisiologicamente de forma, idênticas, nas pessoas. No entanto, você já ouviu falar num torno mecânico? Equipamento que, através de uma presilha, realiza um movimento com força centrípeta; ou seja, voltada para o centro. Assim como o prefixo – trans? Oriundo do latim que, também, quer dizer “além de”; isto é, que transcende, que está além de alguma coisa.


Em outro momento já discorri sobre a expressão: consciência dianética. Esta quer dizer: diante, ou mediante, ao equilíbrio. Ou seja, uma consciência equilibrada, centrada; assim como, o movimento de um torno. Neste sentido, quando a nossa consciência não está centrada, ela corre o risco de transcender, de ficar além da nossa lucidez. No mundo contemporâneo, vem nos sendo bem familiar, convivermos com comportamentos transtornados. Sim! Muitas vezes decorrentes de causas pretéritas; ou como optamos por aspirar a vida: de forma frenética.


Certa feita, numas das aulas que assistia, o professor falava de um cliente que acompanhava no consultório; onde o mesmo procurou o tratamento, depois do surgimento dos primeiros sintomas do transtorno do pânico. Determinado dia, o telefone do professor tocou, quando o paciente estava tendo uma crise de pânico, ao subir uma escada rolante de um determinado shopping da cidade. Coincidentemente, o consultório do professor ficava ao lado do shopping. E, na ocasião, o mesmo estava desocupado. Ao chegar lá, percebeu que o cliente teve a crise na frente de uma loja de lingerie. Onde a mesma ficava ao lado da escada rolante. Geralmente, nessas lojas, os cheiros são afrodisíacos.


Ora, o cliente passou um bom tempo, trabalhando em outra cidade. Só retornava para casa nas sextas-feiras. Certo dia, voltou na quinta, onde quis fazer uma surpresa à esposa; e não avisou. Para surpresa dele, e infelicidade, encontrou-a na cama com outro rapaz. Essa não foi a primeira traição que se deparou na vida. Metaforicamente, a criação ofereceu algumas outras traições. Adentrando na vida adulta com as sequelas sintomáticas. A crise do pânico onde, muitas vezes, “surge do nada”; demostrava, certamente, ser mais uma sequela, no referido shopping, da experiência traumática flagrada pelo esposo.


Não obstante, os traumas que adquirimos na trajetória da vida, muitas vezes nos deixam transtornados. Tendo como sequelas, comportamentos, que fogem ao padrão que refere a uma educação doméstica e social. Sim! Geralmente, todos nós, vivenciamos experiências traumáticas em determinados momentos da vida. Experiências semelhantes vividas de formas diferentes. Por exemplo, uma carta de demissão, poderá ser sofrido para uns; e alivio, para outros. Um término de relacionamento; da mesma forma.


No entanto, a vida nos proporciona situações, onde devemos estar alertas para não sairmos do centro. Conduta rara, hoje em dia, não é? Caso não fosse, não seríamos o país mais ansioso do mundo. E nem o primeiro da América Latina em Depressão. Este último, motivado, muitas vezes, por questões financeiras. Em se tratando de finanças, muitos brasileiros, têm estado transtornados, decorrente da perda do poder de compra. Somado a isso, em período eleitoral, muitos ainda criam inimizades, com: parentes, amigos, vizinhos, ...; por questões de ideologias partidárias opositoras.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Você convive com algum transtorno existencial, na sua vida? Caso sim, tens procurado ajuda especializada? Ou ...


A pandemia do rompimento
 
 
 

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