• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

O negócio da humanidade


Na era atual, a realização dos afazeres vem demonstrando, cada vez mais, a impossibilidade das suas concretudes. Parecendo que o tempo cronológico, nunca está, para nos ajudar. Como se achasse pouco, até as crianças vêm assumindo, paulatinamente, um somatório de obrigações.


Diante de várias definições da palavra neg/ócio, uma delas é: “a negação do ócio”. Como se nós, humanos, não nos permitíssemos parar mais. Temos que estar em constante movimento ou negociação.


Segundo, Max Lucado, no seu livro – O fim da ansiedade: o segredo bíblico para livrar-se das preocupações – diz: “Quanto mais ocupados ficamos, menos tempo passamos com as pessoas de quem passamos a gostar menos: nós mesmos”. Por quê? Porque, certamente, as ocupações ou obrigações que assumimos, geralmente, vêm sendo realizada com a pseudo participação do nosso ser. Ou seja, cada vez mais, nos distanciando da nossa intimidade.


Não bastasse, é muito comum, não lembrarmos de certas atividades à realizar. Ou, não ficando bem feita algumas das atividades, quando assumimos inúmeras. Sabe por quê? Porque nós, seres humanos, não fomos designados para realizarmos vários afazeres ao mesmo tempo.


Fomos realizados para viver o aqui e agora. No entanto, nos últimos tempos, uma boa parcela da humanidade vem permanecendo no passado, negativamente, com as ditas depressões; como no futuro, com as ditas ansiedades em excesso. Para quem não sabe, a ansiedade é inerente à condição humana; mas em excesso poderá se tornar um ingrediente psicotóxico.


A dificuldade de permanecermos no aqui e agora, leva-nos a realizar os afazeres da vida, sem ser de corpo e alma. Não sei se já paraste para perceber, em que momento, de fato, na vida, só estamos na presença do corpo; onde a alma estando em outra dimensão: quando estamos sendo velado.


Contudo, será que a humanidade não vem se autovelando na caminhada da vida? Pelo simples fato de não estarmos nos acontecimentos do dia a dia, de corpo e alma, ou no aqui e agora! Certamente, cabe uma reflexão, não é!?


Por fim, caro leitor, eis a questão! Você ainda gosta de você? Ou prefere os negócios da vida?




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