• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

Nem oito nem oitenta


Acredito que já tenhas ouvido falar nesta expressão: nem oito nem oitenta. Pois bem! O que isto tem a ver com o que estamos vivendo no mundo – A Pandemia. Tentarei explanar.


Vem chamando atenção para as polaridades sentimentais que as pessoas vêm vivenciando por conta do coronavírus. Alguns vêm relapsos enquanto aos cuidados, enquanto outros vêm exagerados ao esperado. Trazendo um aumento de sintomas às questões mentais, tipo: ansiedade, depressão, medo de adquirir a doença,...


A isto atribuo a gama de informações que estamos recebendo de todos os lados. Seja por redes sociais: whatsapp, facebook,...; seja por veículos midiáticos: jornais impressos, sites de notícias on-line, televisivos. Através de conteúdos fidedignos, assim como fake news.


Entretanto, com muito respeito, mas muito respeito mesmo, venho citar um grande psicólogo humanista, Roberto Crema, em seu livro – Normose: A patologia da normalidade – onde define especialista normótico, como sendo: “uma pessoa exótica, que sabe quase tudo de quase nada, dotado de uma certa imbecilidade funcional, que se orgulha da unilateralidade de visão e de ação, dotado de uma viseira elegante que lhe impossibilita a visão da inteireza. Carregando, assim, sua carroça não se sabe de onde e nem para onde...”


Neste sentido, para ajudar na busca de um equilíbrio emocional, será que mediante esta temática universal, a covid-19, não venha ser necessário irmos ao encontro de informações, apenas, fidedignas? Como as equipes de saúde constituídas. Seja através do Ministério da Saúde Federal, assim como as Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais.


Haja vista, gostaria de abrir um parêntese e saudar todos os profissionais da área da saúde e os demais serviços essenciais. Particularmente, concebo os meus elogios, a uma classe profissional, onde atua por intermédio de uma porta (a boca) de saída à disseminação do vírus – os cirurgiões dentistas.


No entanto, se a minha CPU mental não estiver equivocada, por conta do isolamento social; matematicamente falando, a média de oito a oitenta é: trinta e seis e meio. É isso mesmo!? Assim sendo, diante das particularidades que cada um vem vivendo; como neste momento adquirirmos uma consciência dianética, para melhor conseguirmos chegar ao fim desta realidade de uma forma menos lesada emocionalmente?


Vale salientar que dianética (dianous) é uma expressão oriunda do grego que quer dizer: mediante ao equilíbrio. Ou seja, perante a realidade que cada um vem passando; como vivenciar o momento em busca do equilíbrio?


Por fim, caro leitor, eis a questão! Para nos permitirmos, neste período de tanto sofrimento a todos, estarmos com a nossa saúde mental equalizada, cabe irmos ao encontro da nossa consciência dianética ou aos especialistas normóticos?

Nem oito nem oitenta


#covid19 #doença #esperança #quarentena #isolamentosocial

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