• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

O novo (a)normal!


Com o surgimento da pandemia vem se falando muito no: novo normal. Essa expressão vem sinalizar, como consequência da chegada do novo vírus, que devemos nos adaptar a uma nova realidade. Mas, qual e como será esse novo tempo? Sabemos tudo que é novo, proporciona-nos sensações prazerosas. Um carro zero, com cheiro gostoso; um livro novo, ao ser folheado exalando um aroma agradável; assim como diversas outras coisas novas.


No entanto, ascende uma preocupação, comportamental e sentimental, ao ingresso a essa nova verdade. Porque não sei se estamos entendendo, com o surgimento da pandemia, que devemos buscar sempre o melhor. E qual será o melhor? Define-se bem estar, como sendo: “estado de satisfação plena das exigências do corpo e/ou do espírito.”. Será que estamos aprendendo alcançar, ou pelo menos, ir à busca desta qualidade de bem estar?

Confesso que quando discorria este artigo, lembrei-me do livro: A doença como caminho: uma visão nova da cura como ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem. Ou seja, com a chegada desta peste será que estamos nos permitindo aspirar à vida beneficamente? Acredito que não. Claro!; para as questões que atendam a mim e a você, como cumprimento do protocolo social, tipo: o distanciamento, o uso de máscaras,...; nada mais justo do que ser cumprido. Mas; sobre as situações que atenda, única e exclusivamente, a nossa autonomia, isto é, a nós mesmos? Aí vêm elevando cuidados. Mas, Por quê? Porque o que se vêm buscando como dito normal, não sei se é da ordem do bem estar, olhado numa visão emocional.


Por exemplo, as pesquisas apontam que 30% dos serviços de home office vieram para ficar. As queixas de exaustão, por excesso de trabalho, nessa nova modalidade vêm levando muita gente ao adoecimento físico e emocional. Outra questão, mediante a esse novo normal, são sobre as aulas remotas. Principalmente aos alunos pequenos. As crianças, como os demais, não vêm mais suportando a essa nova realidade. Gerando todo um desconforto, em muitos seios familiares. Ainda; na esfera monetária, o absurdo por aumentos abusivos, pelos produtos que vêm sendo muito consumido. Poxa vida! Quantas e quantas pessoas tiveram que fechar os seus estabelecimentos; e os que permaneceram, não viram o giro financeiro para subsistência. E com o “relaxamento” do isolamento social, tudo volta à tona: preços altos,.... Pergunto: Onde está a transformação pelo bem?

Entretanto, para os que estão atentos e que podem desfrutar desta mutação, em prol da satisfação plena; nada mais justo que realizá-la. Uma pessoa de sessenta e poucos anos compartilhava, com o surgimento da covid-19, percebeu que pode trabalhar, apenas, três vezes na semana. Depois de uma vida toda trabalhando muito. Pontuava, o que estimulava ao labor, eram possibilidades para mais ganhos financeiros. Tendo essa mudança de perspectiva, depois da perda de entes queridos. Pôde perceber que não vinha usufruindo da vida. Inclusive interior. Não tendo momentos consigo mesma.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Para adaptação à nova realidade, como pensas em almejar à vida? Através do novo normal ou novo anormal?

A pandemia do rompimento

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