• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

O apocalipse do comportamento humano

Atualizado: Jan 16


Sabendo que o mês de janeiro é o período onde se celebra a campanha de conscientização sobre a saúde mental – Janeiro Branco; no entanto, quando se fala em saúde mental, sempre vem ao conhecimento o oposto da mesma. Sempre vêm, em mente, as doenças mentais: depressão, transtorno de ansiedade,... Mas venho discorrer sobre uma “doença” onde, gradativamente, vem adquirindo adeptos no mundo: a falta da dignidade humana.


Como cada vez mais pessoas vêm tentando ter ganhos ou comportamentos, de forma errônea, perante a dinâmica do dia a dia. Atitude esta onde uns tentando passar a perna no outro. O que chama atenção, paralelamente, muitas e muitas pessoas que comungam dessas atitudes vêm fazendo uso, por conta própria, de ansiolíticos e antidepressivos. O aumento do número de pessoas que só conseguem dormir sob o efeito de medicamentos controlados vem crescendo exponencialmente. Popularmente conhecido como o sono induzido. “... a boca fala do que lhe transborda do coração.” (Mt 12,34) Como sentimentalmente a humanidade está adoecida! Os rivotris da vida que nos digam. Claro, não podemos desconsiderar as doenças mentais oriundas de questões genéticas. Que não é o caso aqui.


Neste sentido; por questões de mentiras, enganação e outros atributos que fogem a dignidade humana; a humanidade vem cada vez mais adoecida. Apocalipse, também, quer dizer: “revelação profética, esp. relacionada a um cataclismo em que as forças do mal vencem as forças do bem.”. Certamente, nos últimos tempos, o mundo vem passando por uma condição apocalíptica. Será que a pandemia serve como uma comprovação exemplar?


Segundo, o filósofo, sociólogo e escritor Zygmunt Bauman nos seus escritos diz: “... a cidade seja o aterro sanitário das ansiedades e apreensões geradas pela incerteza e a insegurança globalmente induzidas, é também um importante campo de treinamento em que se pode experimentar, provar e acabar aprendendo e adotando os meios de aplacar e dispersar esses sentimentos.” Obviamente, quando Bauman pontuava isso, a pandemia, assim como outras mazelas da vida, nem sonhavam existir. Haja vista, fora filósofo, sociólogo e escritor, parece-me que Bauman também era profeta.


A sensação que transparece é que o uso descontrolado de certos medicamentos tenha como efeito o: perdão sentimental. A pessoa age de má-fé, mas para não ficar com a consciência pesada e poder dormir “tranquilo”, faz o uso de determinado tranquilizante. Ou seja, se autoenganando.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Você prefere ficar se autoenganando ou, falando e agindo, mediante o coração poderá transbordar de melhor? Mesmo sabendo das incertezas globais; mas, a qualidade dos aterros sanitários de onde habitas, só dependerá de você. Será que cabe uma reflexão!?

A pandemia do rompimento

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