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Infantilizasim!!! Não à adultização

  • Foto do escritor: Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
    Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
  • 20 de ago.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de ago.

Nestes últimos dias, vem repercutindo muito, no país, após a propagação; através do influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, popularmente conhecido como Felca; do vídeo: adultização. “fenômeno social em que crianças ou adolescentes são expostos, ou incentivados, a comportamentos, responsabilidades e experiências típicas do mundo adulto antes de alcançarem a maturidade física, emocional e psicológica necessária para lidar com tais situações.”


Por exemplo, nos últimos anos, vem cada vez mais aumentando, a prática do skincare (cuidado com a pele) de forma precoce, mediante as adolescentes. Ascendendo à utilização de cosméticos, em regiões epidérmicas, como o rosto; podendo ocasionar sérias consequências inflamatórias cutâneas, segundo depoimentos de médicas dermatologistas. Situação clara de adultização. Por onde estão os pais, ou quem cuida? Para através do diálogo esclarecerem o mal que, essa prática, assim como tantas outras; podem ocasionar.

     

Recentemente, participando como ouvinte, de uma palestra, de uma colega psicóloga, quando a mesma explanava uma entrevista realizada com um pedófilo; onde o mesmo foi indagado: – Quais características você vê em uma criança para se sentir atraído por ela? – Nenhuma! Geralmente eu vou atrás de crianças que, no momento, estão desassistidas de adultos. “... Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22,21) Com muito respeito, venho metaforizar, essa passagem Bíblica: Dai, pois, a César (ou aos pagãos, ou aos supostos pedófilos, ...) o que é de César e a Deus (ou as crianças, ...) o que é de Deus.


Quando eu cursava psicologia; certa vez, numa determinada aula, o professor pontuava que, o psicopata clássico, não tinha cura. “... Dai, pois, a César o que é de César ...”; ou seja, a punição que for necessária. Não bastasse, muitos abusos sexuais, geralmente, acontecem com os entes próximos. Muitas vezes, dentro de casa. Sejam através de pais, irmãos, tios, ... Pessoas que, quando sinalizam afetos; reiteradamente fragmentados. Com advento do mundo virtual, essa desgraça (da pedofilia, adultização, ...), não é diferente. Apenas passando da modalidade real, para o modo virtual. Adriano Gonçalves, cita no seu livro – Nasci pra dar certo! – que: “Hoje em dia estamos online virtualmente e offline realmente.”


Criança precisa ser criança. Tirar os atributos dela, poderá vir afetar as fases do desenvolvimento. E nesse mundo pós-moderno, frenético, onde tudo é para ontem; os infantes acabam sendo atingidos. Eles precisam desfrutar do tempero da infantilização. Onde venho chamar de: Infantilizasim. Com o, sim, dessa ação.


Recentemente, estou lendo o livro, da colega, Psicóloga Vanessa Farias – Medo: A importância de acolher, compreender e transformar para superar – onde tive a honra de ir ao lançamento. Ela discorre: “A infância é o lugar da nossa primeira morada no mundo relacional. Nela estruturamos muito quem somos, portanto, precisamos cuidar bem da nossa criança, reconfortar a nossa infância e cuidar melhor das crianças que temos ao nosso redor hoje, para que tenhamos um mundo mais saudável.”


É fato que, as doenças emocionais, podem ser de ordens multifatoriais. Entretanto, não poderia deixar de lembrar que, infelizmente, somos a população mais ansiosa do mundo; a quinta mais depressiva do planeta e a primeira mais depressiva da América Latina. Contrastando-se, em um país, onde se contemplam: o carnaval (diversão) e o futebol (lazer). Sabes a razão desse descompasso? Porque, umas das definições da palavra personalidade, quer dizer: persona; ou máscara. E, muitas vezes, sem percebermos ou, inconscientemente, mascaramos os traumas que adquirimos na infância.

         

Por fim, caro leitor, eis a questão! Você pai, mãe, cuidador(a), ... vem assistindo, como necessário, os seus entes? Assim como, permitindo que os mesmos, desfrutem, da sua fase infantil, como deve ser desfrutada? Ou ...

A pandemia do rompimento
 
 
 

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