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A valorização da vida

  • Foto do escritor: Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
    Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
  • 18 de set.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de set.

De que vida? Intrauterina? É sobre o, não abortar, que irei discorrer? Não! E sim, sobre a Campanha de Conscientização de Prevenção ao Suicídio – Setembro Amarelo. Você já ouviu falar? Sabes do que se trata? Ação que tem ênfase maior no mês de setembro. Mas está ativa o ano todo; durante as vinte e quatro horas do dia. Atuando, seja: de manhã, de tarde, de noite ou de madrugada. E uns dos seus agentes é o CVV, Centro de Valorização da Vida, através de: chats, e-mails, ou pelo número 188 (ligação gratuita).


Você sabe por que a campanha atua com a cor amarela? Esta, por conta de um jovem, norte-americano, Mike Emme; onde, aos dezessete anos, na década de noventa, o mesmo tirou a própria vida. Era um ser prestativo, amigável; onde tinha apreço por carros. Ele gostava de consertar carros danificados. Certo dia, adquiriu um Mustang usado, onde restaurou, pintando com a sua cor preferida – amarela.


Segundo relatos, o mesmo veio tirar a sua própria vida, estando dentro do carro, estacionado na frente da casa que morava. Familiares e amigos ficaram surpresos com o ocorrido, pelo fato do jovem nunca ter expressado sinais de insatisfações com a vida. No entanto, ficando claro que, carregava no seu ser, dores emocionais, nunca demonstradas. Com isso, vale ressaltar que, quando a pessoa vem tirar a própria vida, não é a ela (a vida) que quer excluir. E sim, as dores emocionais, nas quais vinha convivendo.


Pesquisas relatam que, noventa por cento dos casos de pessoas que têm a pretensão ao suicídio, quando escutadas; pelas vias da compreensão (prática realizada, geralmente, através de profissionais capacitados); desistem do ato. Por isso, a importância, de pedir ajuda. Nunca devemos nos envergonhar de buscar ajuda; quando necessária. Ora! Percebem que escrevo na primeira pessoa do plural (devemos). Por quê? Porque os profissionais da saúde mental, também, não estão imunes aos sofrimentos psíquicos. Sabem por quê? Porque, também, somos seres humanos. Vulneráveis a quaisquer males.


Certa vez, li um livro – Nasci pra dar certo! – de Adriano Gonçalves. A certeza de darmos certos, enquanto constituição humana, é estarmos vigilantes às vulnerabilidades que a vida venha nos proporcionar. Para essa atenção, nada melhor, depois de adulto (onde as faculdades mentais, possivelmente, consolidadas), de nos relacionarmos com nós mesmos. Estarmos atentos diante dos nossos atos e atitudes. Essa atenção, muitas vezes, não conseguida ser proclamada por conta própria; onde, a psicanálise, chama de mecanismo de defesa. Por isso, a necessidade de uma ajuda especializada. Com esta, vindo a desvendar, os mistérios dolorosos, que a vida tenha proporcionada. Mas como? Através da procura pelas vias da compreensão.


Na minha prática de escuta psicoterapêutica tento, através dos recursos a mim habilitados, compreender de maneira cada vez mais precisa, às necessidades de quem busca por um acolhimento. E uma dessas ferramentas, oferecida pelo teórico da personalidade, Carl Rogers, é a: Consideração Positiva Incondicional. Saber que, independente de quaisquer condições, devo acolher positivamente, as demandas dolorosas emocionais, de quem procura por um tratamento. Realizar assim, não é o mesmo que concordar com as demandas do outro; mas, entender, e levá-lo a auto-entender que as necessidades dolorosas dele; não é do profissional, ou de quem o escute; e sim, da própria pessoa que procura por um acolhimento. 

       

Percebem que, os suicídios, não são divulgados através de meios midiáticos? Sabem por quê? Para não estimularem outras pessoas virem a cometer o mesmo. A isso, chamado de: Efeito Werther. Esta expressão, oriunda de mil setecentos e setenta e quatro, através de um romance escrito pelo filósofo alemão Goethe – Os Sofrimentos do Jovem Werther – onde, nesta obra, o escritor relata a propagação do suicídio cometido por este jovem, à época, depois da divulgação do autoextermínio do mesmo. Muitas pessoas, na ocasião, passaram a realizar a mesma coisa. Por isso, a razão de não serem divulgados.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Como tens valorizado a tua vida na sua integridade? De maneira positiva? Ou...? Do contrário, peça ajuda.

A pandemia do rompimento
 
 
 

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