Você facilita, nega ou resigna passivamente?
- Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
- 24 de ago.
- 3 min de leitura
A personalidade humana tem como características, ou seu jeito de ser; que para muitos teóricos da personalidade; herdamos antes do nascimento. A isto se denomina: herança. O construto do desenvolvimento humano perpassa por traumas e benesses; na trajetória da vida. Pois bem! Com isso, como você vem desenvolvendo a trajetória da tua vida? Facilitando, negando ou resignando passivamente? Ou ...?
Trabalhando essas questões numa perspectiva sócio-política, ou meramente social; situação que requer o empenho do coletivo, ou da sociedade; preanuncio o que será discorrido neste artigo; não vem ser nada agradável no âmbito para a saúde mental da população brasileira. Haja vista, estamos com índices elevados de ansiedade, depressão, síndrome de Burnout (doença do trabalhador); assim como tantas outras enfermidades emocionais. Ah! É culpa dos gestores públicos (Presidente da República, Governadores, Prefeitos, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores, ...)? De antemão, vou logo dizendo que: não! É culpa minha e sua. Ou seja, da sociedade.
Recentemente assistia a um programa de rádio onde, na bancada de participantes, existiam jornalistas e cientistas políticos. Quando expuseram que, existem parlamentares no Brasil, que guardam milhões de reais em casa. O jornalista até indagou: “Será que esses políticos não sabem que, existem agências bancárias, nas cidades que moram?” Não obstante, também foi exposto que, um político brasileiro, tem setenta e cinco milhões declarado no exterior. Vamos fazer de conta, em acreditar, que esses dinheiros não sejam de corrupção. Porém, a questão é a seguinte: Você acredita mesmo que, parlamentares, que usufruem desses montantes, estão preocupados com o bem-estar da sociedade brasileira? Sério que você acredita?
Por esses dias, escutei, também, de uma pessoa que; a escola pública que a filha estuda, passa um esgoto aberto, no meio da sala de aula. Exalando um odor horrível durante a aula. Adicionado a isso, o interruptor de energia do banheiro, está passando corrente. Arriscado de algum aluno levar um choque. Pasmem! A escola é classificada como: Escola de Referência.
Fora tudo isso; quem não vem tendo conhecimento, de demissões em massa, por algumas empresas; no país? As Casas Bahia foram uma delas. Em média de dois mil colaboradores demitidos. A nível de problemas emocionais, você tem ideia do tamanho do imbróglio? Imaginemos, um funcionário desse, pai de família. Quantas pessoas passam a ser atingidas, com a demissão, no seio familiar? Dificuldade de pagar a escola do filho; dificuldade de comprar alimentos; pagar a conta de luz, telefone, ...
Haja vista, se eu fosse discorrer aqui as demandas das supostas faltas de comprometimentos – seja através de escândalos por corrupções, descompromissos com as atribuições sociais públicas, assim como tantas outras demonstradas – eu teria que utilizar reticências; porque não conseguiria usar ponto final. Quanto mais escândalos, no âmbito da administração pública, existem; mais aparecem. Tendo como consequências, o perecimento populacional, seja de fato ou metaforicamente falando.
Pensam que não! Mas, não ser benquisto, não respeitado, não ter a liberdade de manutenção básica por conta dos preços elevados; ascende ao desejo social, ingressar, num quadro depressivo, de ansiedade e até, no último caso, ao suicídio.
O querido e conceituado jornalista Alexandre Garcia, pontua: “Quando vejo, um governo, tendo que fazer propaganda. Governo não precisa de propaganda. Basta prestar bons serviços públicos. Pra quê propaganda? A prestação de serviço do governo que é a propaganda. Se tá agradando, todo mundo vai gostar. Agora! Quando precisa dizer que tá trabalhando pelo povo; é porque não tá. É propaganda enganosa. Obviamente a gente sabe disso. A sabedoria popular sabe disso.”
Tenho minhas dúvidas, caro Alexandre Garcia. Será que a sabedoria popular sabe realmente disso? E, por quê, entra ano e sai ano, a sociedade está cada vez mais indo para o limbo; ou, metaforicamente, para fossa? Por quê? Como bem explanou o psiquiatra húngaro-canadense, Gabor Maté, no seu livro – O Mito do Normal – “Alguma coisa em nós normaliza essas calamidades, independentemente de o resultado ser que na verdade facilitamos, negamos ou simplesmente encaramos essas coisas com uma resignação passiva.”
Por fim, caro leitor, eis a questão! Você facilita, nega ou resigna passivamente? Ou ...?





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