• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

Viva os psicólogos: viva!!!


No dia 27 de agosto é celebrado o dia do psicólogo. Profissão linda e gratificante para aqueles que têm o dom do exercício. Na qual trabalhamos pelas vias do desconhecido. Onde transitamos pelas questões subjetivas do outro. Os locais obscuros que são vividos numa relação com o cliente, ou pacientes, são chamados: sentimentos. Através da compreensão vivemos, com a pessoa, as suas: angústias, tristezas,..., alegrias. Alegrias! Sim! Quem disse que a procura por um psicólogo seja, apenas, para partilhas dolorosas. Encontros para serem divididos sentimentos positivos, também se fazem presentes, na carreira.


A arte de exercer a profissão, nos dias de hoje, ainda vem regada por preconceitos. Para muitos, ser submetido à psicoterapia, por exemplo, é coisa para louco. Segundo, Oswaldo Di Loreto, médico psiquiatra, entende loucura, como sendo: “...quando a visão realística de si mesmo e da realidade tornar-se insuportável, resta a loucura, isto é, a visão irrealística. É a estratégia possível de sobrevivência. Numa frase: a loucura é a saída para as situações sem saída.”.

Neste sentido, no tecer do labor, testemunhamos as angústias que habitam, em muitos e muitos seres humanos. Consternações essas os levando acreditar, muitas vezes, ao distanciamento da condição humana. Não obstante, desacreditados pela a ressurreição do seu ser e da vida. Costumo dizer, para os sofrimentos sentimentais não terem soluções, eu seria o primeiro a não estar no acolhimento ao outro. Claro que existem soluções.

Para isso, de acordo com a psicóloga, Esther carrenho, explana no livro - Praticando a Abordagem Centrada na Pessoa: dúvidas e perguntas mais frequentes – “Consideramos que o mais importante, no processo de viver numa plenitude maior, é a interação pessoa a pessoa. E como cada pessoa é única, essa interação está ligada a um mistério inesgotável, em que cada um terá a sua própria vivência e suas próprias histórias, decorrente dos encontros que se sobrepõem a todo e qualquer conhecimento e informação por mais intenso que eles sejam. Que esse mistério vá se desvendando.”.

E aí nos deparamos com o prazer da profissão, no desenrolar do desvendamento dos mistérios sentimentais desse ser, possamos nos destinar a esta plenitude maior, que é nada mais nada menos o resgate do bem estar do outro. A recuperação das nossas sanidades sentimentais nos proporciona a um bel prazer levado a recuperar o sentido da vida. Mas, espera aí! Foi entendido: “a recuperação das nossas sanidades sentimentais...”. Nossas! Isso! Quem disse que ao profissional da psicologia, quando necessário, também não é submentido ao processo psicoterapêutico? Claro que sim.


Haja vista, para que o dom profissional se faça presente, devemos ter como prerrogativa, fora: cursos, capacitações, leituras,...; quando necessário, também, sermos submetidos à psicoterapia.


Por fim, venho ofertar a todos, mas a todos os colegas de profissão, os nossos parabéns. Viva os psicólogos: viva!!!

A pandemia do rompimento

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