• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

Também PODEMOS

Recentemente, acredito que muitos tiveram conhecimento da filiação do empresário Rinaldi Faria ao partido do PODEMOS. E quem é esse cidadão? É o representante e idealizador da marca dos palhaços Patati Patatá. Assim como o Sr. Faria; enquanto cidadãos – Também PODEMOS – nos filiar. Obviamente, enquanto profissional da saúde mental, discorro não pelas vias das ciências políticas; e sim, psicossociais.


No entanto, a filiação que tento acender, enquanto reflexão, não é partidária; e sim, digna de respeito moral e de cidadania. Quantos e quantos de nós, sentimos representados, negativamente, por parlamentares; para, metaforicamente, está sendo filiado mais um representante de palhaços.


Sabemos, enquanto cidadãos, que os cofres públicos são alimentados por nós; através dos árduos tributos que a nós são cobrados. Explano árduos, por serem conquistados, através de muito suor, pela população no geral. Para, no final, não ter o efeito bumerangue que deveria. Ou seja, voltar (os tributos pagos) para população aspirando à dignidade merecida; através de boas estruturas públicas de saúde, boas estruturas públicas educacionais; assim como tantas outras estruturas públicas merecedoras.


Estamos num Estado “democrático” capitalista; e não de direitos. O poder de aquisição, para as devidas manutenções de subsistências, vem cada vez mais diminuindo, no bolso dos brasileiros. Psicossocialmente falando, o quanto isto é adoecedor. Leva à depressão, ansiedade, muita tristeza; e em casos mais graves, tipo um desemprego, poderá levar ao suicídio. O ser humano não sabe o poder que tem. Também PODEMOS! Nada que, uma educação de base, não venha nos levar a enxergar esse poder.


Ora! Com os frequentes aumentos de combustíveis, os efeitos cascatas são distribuídos em todas as áreas: alimentação, vestuário, educação,...; levando, cada vez mais, à diminuição do poder de compra ou de consumo. O isolamento social, quando estávamos todos enclausurados em casa, levou à diminuição dos preços dos combustíveis. Será que não estamos precisando frequentar menos os postos de combustíveis para aumentar o nosso poder de consumo? Obviamente, que não precisamos quebrar nada e nem interromper vias queimando pneus. “Ah! Mas preciso do mesmo para me deslocar.” - exalta um cidadão. E no período da greve dos caminhoneiros, onde ficavam reféns, horas nas filas, para se “deslocar”, através de preços superfaturados.

Por outro lado, todo candidato à prestação do serviço público efetivo, é necessário o pagamento da taxa de inscrição ao concurso que irá concorrer; salve algumas exceções. Por que para se candidatar a uma eleição pública; seja ela para: vereador, prefeito, deputado estadual ou federal, governador e presidência da república; é necessária ser realizada com a “taxa de inscrição”: fundo partidário? Verba esta, patrocinada pelo cidadão. E que deveria ser destinada para o bem-estar social. Por quê?


Por fim, caro leitor, eis a questão! Percebe que – Também PODEMOS – nos filiar a uma qualidade de vida merecedora, enquanto cidadão? Ou prefere continuar habitando, indignamente, no cativeiro chamado: Brasil?

A pandemia do rompimento

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