• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

Qual meu sentimento enquanto cidadão?


Sentimento se define, também, como: “atitude mental ou moral caracterizada por afeição.”. Assim como, cidadão, quer dizer: “indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direitos civis e políticos por este garantidos e desempenha os deveres que, nesta condição, lhe são atribuídos.”. Neste sentido, como vem sendo as minhas atitudes mentais e morais; bem como, as realizações das minhas obrigações e deveres que me são atribuídos enquanto direitos civis e políticos; ou seja, enquanto cidadão? Aparentemente o contexto deste artigo soa como algo ligado as Ciências Políticas, mas na verdade não é. Venho explanar sobre questões sentimentais e comportamentais dos cidadãos.


Haja vista, o índice de brigas no âmbito das: famílias, colegas de trabalhos, entre “amigos”, conhecidos,..., vem aumentando cada vez mais, por conta da polarização política. É sabido que, quando não estamos bem, tendemos a não aceitar muito a opinião do próximo. E nesses últimos meses, com as dificuldades que a experiência pandêmica pôde nos proporcionar, não vem sendo diferente. Muitos desempregos, perdas de entes queridos,..., só vem somar às possibilidades de desentendimentos. Proporcionando, a muitos, o sentimento de insegurança.


Segundo, José Manuel Sabucedo, psicólogo social espanhol, discorre no seu livro – Psicologia dos extremismos políticos – “... a segurança é uma necessidade humana básica, cuja ausência se traduz em um estado de agitação psicológica individual e coletiva que motiva a restaurar a certeza o quanto antes possível. Por essa razão, a ansiedade e o medo são facilitadores de determinados processos psicossociais que estão a serviço da polarização política e da imposição.”.


No entanto, num país democrático de direito, onde existem partidos da direita, da esquerda e do centro, mediante administração pública; no momento de tanta instabilidade: social, nos empregos, dentre tantas outras situações; as brigas pelas polarizações só tendem a aumentar. Infelizmente! Infelizmente porque a Paz passa a não fazer parte das atribuições da administração pública; assim como, no convívio entre os cidadãos. As redes sociais que nos digam. Quantas e quantas brigas, via whatsapp, vêm existindo por conta das polarizações políticas?


Certamente, quanto mais alimentamos as polarizações políticas, mais impossibilitados de usufruir da Paz entre nós e ao próximo. Dando posse à administração pública a: intriga. Assim sendo, você quer viver intrigado na esfera social, assim como dentre tantas outras situações da sua vida? Acredito que não. Então, enquanto cidadão e pessoa de bem que és, o que devas fazer para que seja encontrado um consenso de relacionamento: familiar, social,...? Eu pergunto você enquanto cidadão! E não o outro ou os políticos. Apesar de que - o outro e os políticos – também se enquadram enquanto cidadãos.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Qual teu sentido enquanto cidadão? Esquerda, direita ou centro? Eita! Perdoem-me. Não quis dizer sentido; e sim, sentimento. Ou seja, qual meu sentimento enquanto cidadão?

A pandemia do rompimento

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