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  • Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

O (Des)avanço do jeito de ser: humano

É sabido que o mundo tecnológico vem, cada vez mais, avançando. Numa proporção exponencial. Na palma da mão, hoje em dia, temos: máquina fotográfica, acesso ao correio eletrônico, a telefonia móvel; assim como tantas outras possibilidades. Tudo através do aparelho celular. A tecnologia avançando cada vez mais! E o jeito de ser humano vem, direta ou indiretamente proporcional, avançando? Parece-me que nem em todas as situações. Haja vista, através do meio, são noticiadas e vividas: guerras, violências nas grandes cidades,...; como tantas outras desgraças. E intrinsecamente, como estamos?

Recentemente, pude escutar de um jovem adulto, que a velocidade que ouve os: áudios, filmes,...; pelas redes sociais, ou internet; é na modalidade 2x. Alegando otimização do tempo. Ora! Não cabe, neste caso, tecer julgamentos; assim como bem falava o saudoso psicólogo humanista, Carl Rogers, onde: devemos considerar as pessoas, independente de quaisquer condições, positivamente (Consideração Positiva Incondicional, assim denominou). Onde isto, não é a mesma coisa, do que concordar com o outro. Não!


Isso! Não devemos tecer julgamentos, mas será que não cabe ascender uma reflexão? Muitas vezes, hoje em dia, será que estamos tentando buscar aperfeiçoar o tempo? Ou estamos fazendo jus, ao país mais ansioso do mundo? Como assim somos classificados.

Ao discorrer este artigo, veio-me na memória, o trecho da música gospel – Estou Aqui – “Te amar por quem não te ama / Te adorar por quem não te adora / Esperar por quem não espera em Ti / E pelos que não crêem, eu estou aqui.”. Claro! Que a música numa perspectiva do Religare, ou de uma Religião Cristã, através do Espírito Santo; vem denotar uma visão espiritual. Mas; traduzindo, com muito respeito, do contexto Teológico; para uma visão psico-espiritual; imaginemos cantar da gente para gente mesma. Será que, na vida, estamos nos amando? Estamos nos adorando? Estamos nos esperando? E cremos em nós mesmos? Parece-me que nem sempre, não é?


A música citada se chama: Estou aqui. Será que de fato, em muitas ocasiões, estamos aqui? Ou estamos ali, ou acolá? Costumo dizer que, neste mundo acelerado que vivemos, deixamos de vivenciar muitas situações de corpo e alma; e sim, feito defuntos, só de corpo presente.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Através do teu jeito de ser, enquanto humano, vens avançando? Ou...?

A pandemia do rompimento

#ansiedade #depressão #equilíbrioemocional #janeirobranco #saúdemental

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