• Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico

Maio das (Im)prudências?

O mês de maio é o período onde é realizada a campanha de conscientização sobre acidentes e mortes no trânsito – Maio Amarelo. Infelizmente, os números de combates aos sinistros, suas causas e consequências, ainda, não são nada animadores. Infelizmente! Os índices continuam muito altos. Certamente, tendo a ver, com o comportamento de todos nós que, realizamos e desfrutamos, da mobilidade urbana. O que anda acontecendo?


Sabemos que todos nós, sejamos: pedestres; condutores de motos, carros, ônibus; motoristas de aplicativos; condutores de bikes; dentre tantos outros; constituímos a mobilidade urbana. Somos nós, os personagens, desse cenário. No entanto, depende apenas de nós, para revertermos esse índice. O que está faltando?


Certo dia, assistia a uma entrevista, de uma colega psicóloga, especializada em mobilidade urbana. Por sinal, assunto muito bem proferido pela mesma, onde dizia que: os entregadores de aplicativos, através das suas bikes, gostavam de fazer atalhos, ao invés de transitar pelas ciclofaixas; pelo simples fato do seu combustível ser o feijão com arroz. Compreendi, perfeitamente, a colocação da colega. Mas, gostaria de acrescentar que a entrada desse cardápio, muitas vezes, é a ansiedade. Considerando que esses sujeitos ganham por entregas realizadas.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo. De acordo com o escritor norte-americano, Mark Manson, explana no seu livro – A sutil arte de ligar o f*da-se: uma estratégia inusitada para uma vida melhor – “... quem quer estar certo em tudo para valorizar a si mesmo não consegue aprender com os próprios erros. Pessoas que se baseiam nesse parâmetro não têm a capacidade de aceitar novas perspectivas e ter empatia. É muito mais útil se presumir ignorante e limitado. Isso vai libertá-lo de crenças supersticiosas ou equivocadas e colocá-lo num estado constante de aprendizagem e crescimento.”.


Haja vista, os inúmeros atalhos equivocados, buscado, no dia a dia, por diversos condutores da mobilidade urbana; seja para economizar combustível, seja para ganhar mais por entregas, ou por outras tantas razões; vêm colaborando, também, para que os índices de sinistros e mortes, pelas vias públicas, não diminuam.

Por fim, caro leitor, eis a questão! Para que sejamos autores, da melhora, dos índices da mobilidade urbana; será que não estejamos precisando utilizar da sutil arte de ligar a prudência? Nas vias públicas, você é prudente?

A pandemia do rompimento

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