top of page

(Des)assistência Social

  • Foto do escritor: Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
    Gustavo Figueirêdo, psicólogo clínico
  • 8 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de abr.

Segundo, o artigo duzentos e três, da Carta Magna Brasileira, assim como os respectivos incisos  um e dois; regem o seguinte – “Art. 203 A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: I)  a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II)  o amparo às crianças e adolescentes carentes.” Discorrerei, para ascender à reflexão, se a assistência social vem sendo precisa ou não.


De acordo com o médico psiquiatra, húngaro-canadense, Dr. Gabor Maté, explana no seu livro – Mentes dispersas – “O hemisfério direito do cérebro materno, o lado onde residem nossas emoções inconscientes, programa o hemisfério direito do bebê. Nos primeiros meses, as comunicações mais importantes entre mãe e bebê são inconscientes. Incapaz de decifrar o significado das palavras, o bebê recebe mensagens que são puramente emocionais. Elas são transmitidas pelo olhar da mãe, por seu tom de voz e por sua linguagem corporal, que refletem seu ambiente emocional interno inconsciente. No cérebro do bebê, qualquer coisa que ameace a segurança emocional da mãe pode abalar os circuitos elétricos e os estoques de substâncias químicas em formação dos sistemas reguladores da emoção e da atenção.”


Neste sentido, a administração pública da assistência social, pode até ter boa fé, nas atribuições das funções, oferecendo suportes financeiros, tipo: bolsa família; assim como adicionais de renda, por nascimentos de filhos. Claro! A mãe, atendendo aos pré-requisitos, onde um deles é, estar cadastrado no CadÚnico. Mas, você consegue entender que, esses adicionais financeiros; por filhos nascidos, em mães de baixa renda, onde muitas vulneráveis sexualmente e por dependência química; são excitações para o caos? Sim! Por quê?

          

Como uma mãe que está imersa na prostituição e no convívio com as drogas; muitas, dependentes do crack; irá ter essa relação saudável com os filhos que, o Dr. Maté, aponta? Como? Provavelmente, impossível. Mães adictas, certamente, não vêm bem consigo mesmas. Com histórias de vidas sofridas, repletas de rejeições, sem saber quem são os pais biológicos. Assim, replicando, para os filhos. Provavelmente, a dependência pelas drogas, irá, apenas, gerar mais filhos. Considerando que a gestação passará oferecer, um adicional financeiro, por filho nascido. Dinheiro que deveria ser investido para a criança, não é? Mas, não! Irá para o consumo das drogas.


Não bastasse, essa contaminação emocional, da relação mãe-bebê, acontece desde a gestação. Transmitida pelo o hormônio do estresse (cortisol), que é gerada pela a infelicidade emocional da genitora. Lembrei de uma cliente, que era professora do estado; onde, em certa sessão, partilhava de uma aluna que tinha. A casa que a estudante morava era de madeira, e os cômodos eram divididos por lençóis. Quando ela ia de manhã para escola, a mãe estava na cama com um rapaz. Quando voltava, já era outro. Ou seja, no mundo da prostituição, quantos homens, passavam pelas mãos dessa mãe; numa manhã? E qual ensinamento que, a mesma, estava oferecendo para filha?


Ora! Será que não seria interessante, pensar uma nova maneira, de assistir essas mães vulneráveis? Assim como, o Governo, teve que intervir, com o público de baixa renda, que utilizava da assistência social financeira, para apostar nas bets. Não sei se muitos lembram, na ocasião, que o dinheiro designado para os usuários do bolsa família estava sendo utilizado para essas apostas onlines. Certamente, se continuar nesse estilo, a assistência social brasileira passará para modalidade de: antibiose; com a sociedade vulnerável. A antibiose é o contrário que, as mães adictas, não conseguem (coitadas!) oferecer aos seus entes; assim como ressalta o Dr. Maté: “... são transmitidas pelo olhar da mãe, por seu tom de voz e por sua linguagem corporal, que refletem seu ambiente emocional interno inconsciente.”  Ou seja, estas, acuidades simbióticas; questões que tanto as mães mais vulneráveis, como a assistência, possivelmente, não podendo oferecer.


Por fim, caro leitor, eis a questão! Você acha que o Governo vem conseguindo fornecer uma assistência social? Ou uma ...?


A pandemia do rompimento
 
 
 

Comentários


Av. Flor de Santana, 357

Empresarial Flor de Santana

8º andar, Sala 804

Parnamirim Recife-PE Brasil

Cep: 52060-290

Gustavo Figueirêdo Psicólogo Clínico C.R.P. 02/12.741

Tel: +55 81 98701-3176

  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon
  • White Twitter Icon
  • White LinkedIn Icon

© 2017 por 

EDEN
bottom of page